Recuperados atraem portugueses no Facebook

Nas últimas 24 horas houve 1676 publicações no Facebook em Portugal sobre a Covid-19, que geraram um total de quase 107 mil interações (‘likes’, comentários e partilhas). A publicação mais ‘viral’ ligava a uma notícia positiva do Jornal de Notícias, com o maior número de recuperados registado em Portugal até ao momento, com mais de 3 mil interações. A segunda publicação mais interativa era relativa ao prolongamento do prazo para validação de documentos, e a terceira era o live/vídeo da conferência de imprensa diária da Direção-Geral da Saúde.

No top20 das publicações sobre a Covid-19 que suscitaram mais interesse nas páginas de Facebook portuguesas estão assuntos muito diversos, mas a maior parte deles relacionados com as regras que irão regular a fase do processo de desconfinamento que começa na próxima semana. Entre as publicações mais populares está também um agradecimento a Bruno Nogueira pela série de ‘lives’ que prendeu muito portugueses ao Instagram durante o confinamento.

As regras que irão regular o desconfinamento dominam o top20

Nos 22 grupos de Facebook especificamente vocacionados para a Covid-19 que estamos a monitorizar, houve nas últimas 24 horas 280 publicações, que geraram 5829 interações (‘likes’, comentários e partilhas). Entre as preocupações principais destacam-se as regras que irão vigorar para o acesso às praias, ontem anunciadas. Noutro plano, as declarações do virologista Pedro Simas à TVI também obtiveram eco num dos grupos.

As regras para o acesso às praias foram o assunto mais discutido nos grupos

No Twitter português foram publicados no dia de ontem 2518 tweets e 3057 retweets sobre a Covid-19. Curiosamente, o pico diário das publicações sobre o tema coincidiu com a hora da conferência de imprensa diária da DGS. Os temas mais abordados são também aqueles que se prendem com o processo gradual de desconfinamento, sem nenhum que se destaque especialmente.

O pico diário das publicações coincidiu com a conferência da DGS

ÚLTIMOS ARTIGOS

Artigos Relacionados

Medidas do Governo, medicamentos e entidades oficiais encabeçam as pesquisas relacionadas com a Covid-19

As pesquisas realizadas em Portugal, durante os últimos quatro meses, dão-nos pistas sobre as preocupações, as necessidades de esclarecimento e procura de informação acerca...

Desde 9 de maio, início deste projeto, que os psicanalistas da Sociedade Portuguesa de Psicanálise se envolveram na tarefa de criar pequenos textos, nos quais a vivência subjetiva do momento ganhasse forma em palavras, em pequenos textos de variados ritmos, recorrendo frequentemente à arte expressa por escritores e poetas. Falaram sobre o medo, o tempo suspenso, a morte, a angústia, a esperança, a criatividade, o amor, a solidariedade e o cansaço. Falaram também da violência humana e da injustiça, do sentimento de impotência e de ilusão.
Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
O imenso testemunho de que todo este projeto fala perdurará para além deste momento marcante da nossa história mundial, nacional e pessoal. Para o conjunto dos membros da nossa Sociedade Portuguesa de Psicanálise este tem sido um tempo e um processo de aprendizagem, de coesão, de partilha, de exposição e de transformação, no encontro com o outro, da relação existente e imaginada com o possível leitor.
Este foi um dos projetos em que nos envolvemos por acreditarmos que a Psicanálise pode e deve participar mais activamente na comunidade, nomeadamente, em momentos em que o Ser Humano é obrigado a sofrer e a realizar alterações tão profundas na sua vida.
Falámos de pesadelos e de histórias tranquilizadoras, da criatividade e generosidade humanas e muito, mas muito, do desejo de saber e de participarmos na construção do pensamento e do conhecimento. E não há conhecimento sem verdade, por mais dolorosa que ela seja. Desistir das falsas ilusões é conhecer a realidade e poder criar e lutar por sonhos, ainda que por vezes estes possam parecer utopias.
“Transformar é Viver” significa para nós que Viver é sempre Transformar, mesmo quando não temos consciência de o estarmos a fazer.
Até sempre!

Covid-19 foi ‘explosivo’ nas redes sociais mas perdeu impacto ao longo do tempo

Entre o início de março e o final e julho monitorizámos as redes sociais Facebook e Twitter para tentar perceber como é que a...