Pipoca desdramatiza praia no Facebook

Nas últimas 24 horas, as páginas de Facebook em Portugal publicaram 1060 conteúdos contendo referências à pandemia, os quais geraram quase cem mil interações, entre ‘gostos’, comentários e partilhas. A publicação mais partilhada, comentada e gostada é da página A Pipoca Mais Doce e faz eco das declarações de um infeciologista que afirma que ir à praia é “uma da coisas mais seguras que se pode fazer”. A segunda publicação mais popular é da RFM e reproduz uma campanha da Câmara Municipal de Lisboa de incentivo ao uso de máscaras e ao cumprimentos das regras de desconfinamento. Essa é aliás também a mensagem de duas outras figuras públicas que se juntam a esse apelo: Jorge Gabriel e António Sala. A terceira publicação mais popular das últimas 24 horas tem teor político e veicula uma crítica da Iniciativa Liberal aos ajuntamentos que são permitidos em manifestações políticas ou sindicais.

No resto da tabela das 20 publicações que suscitaram mais interesse dos utilizadores aparecem também, mais do que uma vez, referência a um ajuntamento numa discoteca na Suíça que provocou 300 infetados e a notícia de que o vírus poderia já estar presente nas águas de Barcelona muito antes de se descoberto em Wuhan.

Nos grupos de Facebook dedicados à pandemia, as últimas 24 horas trouxeram 121 publicações com um total de 1280 interações. A eventual exclusão de Portugal dos destinos de férias autorizados no Reino Unido parece ser um dos temas que causa preocupação, num top 10 no qual também se fala das multas por quebrar as regras de distanciamento, do surto na discoteca na Suíça e do aumento do número de casos em Portugal.

ÚLTIMOS ARTIGOS

Artigos Relacionados

Medidas do Governo, medicamentos e entidades oficiais encabeçam as pesquisas relacionadas com a Covid-19

As pesquisas realizadas em Portugal, durante os últimos quatro meses, dão-nos pistas sobre as preocupações, as necessidades de esclarecimento e procura de informação acerca...

Desde 9 de maio, início deste projeto, que os psicanalistas da Sociedade Portuguesa de Psicanálise se envolveram na tarefa de criar pequenos textos, nos quais a vivência subjetiva do momento ganhasse forma em palavras, em pequenos textos de variados ritmos, recorrendo frequentemente à arte expressa por escritores e poetas. Falaram sobre o medo, o tempo suspenso, a morte, a angústia, a esperança, a criatividade, o amor, a solidariedade e o cansaço. Falaram também da violência humana e da injustiça, do sentimento de impotência e de ilusão.
Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
O imenso testemunho de que todo este projeto fala perdurará para além deste momento marcante da nossa história mundial, nacional e pessoal. Para o conjunto dos membros da nossa Sociedade Portuguesa de Psicanálise este tem sido um tempo e um processo de aprendizagem, de coesão, de partilha, de exposição e de transformação, no encontro com o outro, da relação existente e imaginada com o possível leitor.
Este foi um dos projetos em que nos envolvemos por acreditarmos que a Psicanálise pode e deve participar mais activamente na comunidade, nomeadamente, em momentos em que o Ser Humano é obrigado a sofrer e a realizar alterações tão profundas na sua vida.
Falámos de pesadelos e de histórias tranquilizadoras, da criatividade e generosidade humanas e muito, mas muito, do desejo de saber e de participarmos na construção do pensamento e do conhecimento. E não há conhecimento sem verdade, por mais dolorosa que ela seja. Desistir das falsas ilusões é conhecer a realidade e poder criar e lutar por sonhos, ainda que por vezes estes possam parecer utopias.
“Transformar é Viver” significa para nós que Viver é sempre Transformar, mesmo quando não temos consciência de o estarmos a fazer.
Até sempre!

Covid-19 foi ‘explosivo’ nas redes sociais mas perdeu impacto ao longo do tempo

Entre o início de março e o final e julho monitorizámos as redes sociais Facebook e Twitter para tentar perceber como é que a...