Perspetiva de vacina em novembro chama a atenção no Facebook

Nas últimas 24 horas, o assunto relacionado com a Covid-19 que mais despertou a atenção dos utilizadores do Facebook foi a perspetiva de poder haver uma vacina já no próximo mês de novembro. Quer a página do Correio da Manhã, quer a da CM TV, reproduziram essa notícia otimista e com isso conseguiram os lugares mais alto e mais baixo do pódio, reunindo, no conjunto, mais de 7700 ‘likes’, comentários e partilhas. No lugar intermédio do pódio de hoje surge Rui Moreira, presidente da câmara do Porto, com uma notícia que elogia a cidade nas suas políticas anti Covid-19. Na total, as páginas de Facebook em Portugal partilharam neste período 2120 conteúdos relacionados com a pandemia, que suscitaram dos utilizadores mais de 80 mil ‘likes’, comentários e partilhas.

No resto da tabela das 20 publicações mais populares encontramos mais uma vez referências à inovadora máscara portuguesa, assim como o caso de um gato inglês que testou positivo por causa dos seus donos.

Nas páginas de Facebook dedicadas à pandemia, o mesmo período de 24 horas trouxe somente 39 publicações (o número mais baixo desde que é feita esta monitorização) e 345 ‘likes’, comentários e partilhas. Os temas são cada vez mais diversificados, mas a publicação mais popular continua a ser aquela que faz o balanço do número de infetados e de vítimas.

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Desde 9 de maio, início deste projeto, que os psicanalistas da Sociedade Portuguesa de Psicanálise se envolveram na tarefa de criar pequenos textos, nos quais a vivência subjetiva do momento ganhasse forma em palavras, em pequenos textos de variados ritmos, recorrendo frequentemente à arte expressa por escritores e poetas. Falaram sobre o medo, o tempo suspenso, a morte, a angústia, a esperança, a criatividade, o amor, a solidariedade e o cansaço. Falaram também da violência humana e da injustiça, do sentimento de impotência e de ilusão.
Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
O imenso testemunho de que todo este projeto fala perdurará para além deste momento marcante da nossa história mundial, nacional e pessoal. Para o conjunto dos membros da nossa Sociedade Portuguesa de Psicanálise este tem sido um tempo e um processo de aprendizagem, de coesão, de partilha, de exposição e de transformação, no encontro com o outro, da relação existente e imaginada com o possível leitor.
Este foi um dos projetos em que nos envolvemos por acreditarmos que a Psicanálise pode e deve participar mais activamente na comunidade, nomeadamente, em momentos em que o Ser Humano é obrigado a sofrer e a realizar alterações tão profundas na sua vida.
Falámos de pesadelos e de histórias tranquilizadoras, da criatividade e generosidade humanas e muito, mas muito, do desejo de saber e de participarmos na construção do pensamento e do conhecimento. E não há conhecimento sem verdade, por mais dolorosa que ela seja. Desistir das falsas ilusões é conhecer a realidade e poder criar e lutar por sonhos, ainda que por vezes estes possam parecer utopias.
“Transformar é Viver” significa para nós que Viver é sempre Transformar, mesmo quando não temos consciência de o estarmos a fazer.
Até sempre!

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