Páginas mostram confusão sobre transmissão do coronavírus

Nas últimas 24 horas foram publicados, nas páginas de Facebook portuguesas, um total de 1580 conteúdos referentes ao coronavírus, com 132 mil interações geradas. Os posts com mais interações são ambos de meios de comunicação social e abordam o tema de, afinal, o vírus poder não ser transmissível a partir das superfícies contaminadas. Uma hipótese aberta pela Organização Mundial de Saúde, mas que pelos vistos deixou os portugueses algo confundidos nas redes sociais. As praias cheias num fim de semana de sol também são referidas em mais do que uma publicação, assim como o caso dramático de uma menina de cinco anos que venceu o coronavírus, mas agora luta pela vida com a doença de Kawasaki.

Os posts com mais interações abordam o tema de, afinal, o vírus poder não ser transmissível a partir das superfícies

Nos grupos de Facebook portugueses sobre a Covid-19 sob monitorização, a nova fase de desconfinamento é objeto de alguma preocupação (as duas publicações com mais interações são sobre o assunto), mas também se nota uma preocupação com a mensagem contraditória de as superfícies poderem, afinal, não ser transmissoras da doença. Alguns utilizadores dos grupos Covid-19 mostram-se surpreendidos – e até, nalguns casos, ludibriados – perante essa possibilidade.

Nos grupos a nova fase de desconfinamento é objeto de preocupação

No Twitter foram feitos durante o dia de ontem 1473 tweets e 2100 retweets sobre o coronavírus, sendo que o pico diário coincidiu de novo, como é habitual, com a conferência de imprensa diária de Direção-Geral da Saúde. Entre as contas mais partilhadas no dia de ontem estão a DGS, SIC Notícias e Expresso, além de utilizadores individuais. Quanto àqueles que mais tweetaram e retweetaram sobre o tema, o destaque continua a ser @marciojmsilva, que fez no total 98 publicações sobre o coronavírus no dia de ontem, seguido de @LigaAoFilipe, com 76 tweets e retweets. A SIC Notícias fez 55 e a Agência Lusa 51.

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Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
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