Interesse repartido sobre a Covid-19 no Facebook

Nas últimas 24 horas, as páginas de Facebook em Portugal partilharam 1098 publicações relacionadas com a Covid-19, as quais deram origem a 88 mil interações, contabilizando ‘likes’, comentários e partilhas. A publicação mais popular sobre o tema nesse período foi um ‘live’ de Camilo Lourenço, em que o tema foi abordado e que mereceu 11 mil interações. A segunda publicação mais popular – da página “Custódios de Maria” – é religiosa e sugere uma oração para afastar o vírus (tem 3679 interações). O terceiro lugar do pódio é ocupado por uma publicação de Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, sobre um financiamento para investigação da Covid-19 atribuído a um laboratório da cidade. Teve 2937 interações.

No resto da tabela das 20 publicações mais populares, é referido mais do que uma vez o caso das 12 freiras que morreram no espaço de um mês num convento em Detroit, nos Estados Unidos. Além disso também ainda há referências a três casos que já vêm do dia anterior: o homem que subiu à janela do hospital para ver a mãe; a entrada de estrangeiros sem serem submetidos a teste; e a próxima temporada da “Anatomia de Grey” que será sobre a pandemia.

Nos grupos de Facebook dedicados à Covid-19, o mesmo período de 24 horas registou 96 publicações com 973 interações associadas. E dois dos temas que vêm do dia anterior aparecem como aqueles que despertaram mais interesse: o paradeiro desconhecido de 5 mil portugueses infetados, e os passageiros chegados a Portugal que não são sujeitos a teste de despistagem do vírus.

ÚLTIMOS ARTIGOS

Artigos Relacionados

Medidas do Governo, medicamentos e entidades oficiais encabeçam as pesquisas relacionadas com a Covid-19

As pesquisas realizadas em Portugal, durante os últimos quatro meses, dão-nos pistas sobre as preocupações, as necessidades de esclarecimento e procura de informação acerca...

Desde 9 de maio, início deste projeto, que os psicanalistas da Sociedade Portuguesa de Psicanálise se envolveram na tarefa de criar pequenos textos, nos quais a vivência subjetiva do momento ganhasse forma em palavras, em pequenos textos de variados ritmos, recorrendo frequentemente à arte expressa por escritores e poetas. Falaram sobre o medo, o tempo suspenso, a morte, a angústia, a esperança, a criatividade, o amor, a solidariedade e o cansaço. Falaram também da violência humana e da injustiça, do sentimento de impotência e de ilusão.
Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
O imenso testemunho de que todo este projeto fala perdurará para além deste momento marcante da nossa história mundial, nacional e pessoal. Para o conjunto dos membros da nossa Sociedade Portuguesa de Psicanálise este tem sido um tempo e um processo de aprendizagem, de coesão, de partilha, de exposição e de transformação, no encontro com o outro, da relação existente e imaginada com o possível leitor.
Este foi um dos projetos em que nos envolvemos por acreditarmos que a Psicanálise pode e deve participar mais activamente na comunidade, nomeadamente, em momentos em que o Ser Humano é obrigado a sofrer e a realizar alterações tão profundas na sua vida.
Falámos de pesadelos e de histórias tranquilizadoras, da criatividade e generosidade humanas e muito, mas muito, do desejo de saber e de participarmos na construção do pensamento e do conhecimento. E não há conhecimento sem verdade, por mais dolorosa que ela seja. Desistir das falsas ilusões é conhecer a realidade e poder criar e lutar por sonhos, ainda que por vezes estes possam parecer utopias.
“Transformar é Viver” significa para nós que Viver é sempre Transformar, mesmo quando não temos consciência de o estarmos a fazer.
Até sempre!

Covid-19 foi ‘explosivo’ nas redes sociais mas perdeu impacto ao longo do tempo

Entre o início de março e o final e julho monitorizámos as redes sociais Facebook e Twitter para tentar perceber como é que a...