Homenagem e recomendações destacam-se no Facebook

Nas últimas 24 horas, as páginas de Facebook em Portugal publicaram 1313 conteúdos relacionados com a pandemia de Covid-19, as quais geraram um total de 105 mil interações (‘likes’, comentários e partilhas). A publicação mais popular das últimas 24 horas está pela segunda vez neste Top3: trata-se um vídeo do artista Virgul em homenagem aos profissionais de saúde, com mais de oito mil interações, e foi publicado na página da Direção-Geral da Saúde. Aliás, esta entidade obtém também o segundo posto das publicações mais eficientes do dia, com uma publicação de incentivo ao cumprimentos das regras de distanciamento social. A terceira publicação mais “gostada”, comentada e partilhada, da autoria da TVI, é uma das muitas que no Top20 se espantam com este assunto: os grupos de jovens norte-americanos que organizam festas em que ganha o prémio quem ficar infetado com o vírus!

Nos grupos de Facebook dedicados à Covid-19, as últimas 24 horas trouxeram 121 publicações e 1778 interações. O caso dos jovens norte-americanos que fazem festas para ficarem infetados também causa perplexidade nos grupos, mas deve ser dito que a mesma perplexidade é dirigida igualmente a uma festa que ocorreu na embaixada norte-americana em Lisboa.

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Desde 9 de maio, início deste projeto, que os psicanalistas da Sociedade Portuguesa de Psicanálise se envolveram na tarefa de criar pequenos textos, nos quais a vivência subjetiva do momento ganhasse forma em palavras, em pequenos textos de variados ritmos, recorrendo frequentemente à arte expressa por escritores e poetas. Falaram sobre o medo, o tempo suspenso, a morte, a angústia, a esperança, a criatividade, o amor, a solidariedade e o cansaço. Falaram também da violência humana e da injustiça, do sentimento de impotência e de ilusão.
Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
O imenso testemunho de que todo este projeto fala perdurará para além deste momento marcante da nossa história mundial, nacional e pessoal. Para o conjunto dos membros da nossa Sociedade Portuguesa de Psicanálise este tem sido um tempo e um processo de aprendizagem, de coesão, de partilha, de exposição e de transformação, no encontro com o outro, da relação existente e imaginada com o possível leitor.
Este foi um dos projetos em que nos envolvemos por acreditarmos que a Psicanálise pode e deve participar mais activamente na comunidade, nomeadamente, em momentos em que o Ser Humano é obrigado a sofrer e a realizar alterações tão profundas na sua vida.
Falámos de pesadelos e de histórias tranquilizadoras, da criatividade e generosidade humanas e muito, mas muito, do desejo de saber e de participarmos na construção do pensamento e do conhecimento. E não há conhecimento sem verdade, por mais dolorosa que ela seja. Desistir das falsas ilusões é conhecer a realidade e poder criar e lutar por sonhos, ainda que por vezes estes possam parecer utopias.
“Transformar é Viver” significa para nós que Viver é sempre Transformar, mesmo quando não temos consciência de o estarmos a fazer.
Até sempre!

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