GNR mobiliza no Facebook

Nas últimas 24 horas, as páginas de Facebook portuguesas publicaram 1444 conteúdos com referências à Covid-19. Desses resultaram mais de 98 mil ‘likes’, comentários e partilhas. Duas das publicações que suscitaram mais interesse junto dos utilizadores são da Guarda Nacional Republicana: uma faz referência aos cães que são usados nas operações daquela força de segurança, e a outra reafirma a disponibilidade dos militares para o apoio às populações nesta época de Covid-19. A publicação intermédia neste top 3 é do Jornal de Notícias e faz referência à informação de que dois municípios espanhóis querem fechar as fronteiras com Portugal. Aliás, este é um tema repetido em várias publicações das 20 mais populares (ver tabela).

Nos grupos de Facebook dedicados à pandemia foram publicados, nas últimas 24 horas, 181 publicações que geraram um total de 1362 interações. Várias ameaças preocupam os frequentadores destes grupos online, sendo uma delas a informação de que a doença pode ter consequências sérias ao nível dos danos cerebrais.

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Desde 9 de maio, início deste projeto, que os psicanalistas da Sociedade Portuguesa de Psicanálise se envolveram na tarefa de criar pequenos textos, nos quais a vivência subjetiva do momento ganhasse forma em palavras, em pequenos textos de variados ritmos, recorrendo frequentemente à arte expressa por escritores e poetas. Falaram sobre o medo, o tempo suspenso, a morte, a angústia, a esperança, a criatividade, o amor, a solidariedade e o cansaço. Falaram também da violência humana e da injustiça, do sentimento de impotência e de ilusão.
Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
O imenso testemunho de que todo este projeto fala perdurará para além deste momento marcante da nossa história mundial, nacional e pessoal. Para o conjunto dos membros da nossa Sociedade Portuguesa de Psicanálise este tem sido um tempo e um processo de aprendizagem, de coesão, de partilha, de exposição e de transformação, no encontro com o outro, da relação existente e imaginada com o possível leitor.
Este foi um dos projetos em que nos envolvemos por acreditarmos que a Psicanálise pode e deve participar mais activamente na comunidade, nomeadamente, em momentos em que o Ser Humano é obrigado a sofrer e a realizar alterações tão profundas na sua vida.
Falámos de pesadelos e de histórias tranquilizadoras, da criatividade e generosidade humanas e muito, mas muito, do desejo de saber e de participarmos na construção do pensamento e do conhecimento. E não há conhecimento sem verdade, por mais dolorosa que ela seja. Desistir das falsas ilusões é conhecer a realidade e poder criar e lutar por sonhos, ainda que por vezes estes possam parecer utopias.
“Transformar é Viver” significa para nós que Viver é sempre Transformar, mesmo quando não temos consciência de o estarmos a fazer.
Até sempre!

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