Facebook entre a crónica, o perigo e a procissão

Nas últimas 24 horas foram publicados, nas páginas de Facebook portuguesas, um total de 2233 conteúdos, que geraram 124409 interações (‘likes’, comentários e partilhas). A publicação mais popular das últimas 24 horas reflete a abordagem de Camilo Lourenço ao tema Covid-19 na sua crónica diária no programa “A Cor do Dinheiro” e que teve mais de 12 mil interações no Facebook. A segunda destaca um alerta da pneumologista Raquel Duarte, indicando, na página de Facebook do JN, que “o perigo ainda não passou”. E a terceira é uma notícia do jornal “O Minho” anunciando que a tradicional procissão da Nossa Senhora do Sameiro não se irá realizar, mas que a imagem da santa irá percorrer as ruas da cidade. No resto, há várias notícias reportando casos de pessoas que foram a festas de desconfinamento e acabaram infetadas, assim como várias referências ao aumento do número de infetados.

Nos grupos de Facebook dedicado ao coronavírus foram publicados, nas últimas 24 horas, 189 conteúdos sobre o tema, correspondendo a 3300 interações. Os temas giram na maior parte dos casos à volta dos novos caso que estão a aparecer em resultado do desconfinamento.

No Twitter, o dia de ontem ficou marcado por um total de 4189 tweets e retweets sobre o tema. O pico foi atingido às 13h, como habitualmente, mas entre as contas mais retweetadas encontramos a da TVI24, ainda por causa de um tweet que anuncia a ausência de novos casos na Região Norte, nas últimas 24 antes dessa publicação. Isso aparentemente foi entendido pelos utilizadores do Twitter como um sinal de esperança. Na tabela dos que mais tweetaram ou retweetaram sobre o tema, o jornal Destak lidera destacado, com 132 publicações.

 

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Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
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Falámos de pesadelos e de histórias tranquilizadoras, da criatividade e generosidade humanas e muito, mas muito, do desejo de saber e de participarmos na construção do pensamento e do conhecimento. E não há conhecimento sem verdade, por mais dolorosa que ela seja. Desistir das falsas ilusões é conhecer a realidade e poder criar e lutar por sonhos, ainda que por vezes estes possam parecer utopias.
“Transformar é Viver” significa para nós que Viver é sempre Transformar, mesmo quando não temos consciência de o estarmos a fazer.
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