Cuidados a ter nas piscinas geram atenção no Facebook

Nas últimas 24 horas, as páginas de Facebook em Portugal publicaram 977 conteúdos relacionados com a pandemia de Covid-19, os quais geraram um total de 103 mil interações (‘likes’, comentários e partilhas). As três publicações que mais atraíram a atenção dos portugueses nesta rede social são todas diferentes entre si. A publicação mais popular é da Direção-Geral da Saúde (mais uma vez) e contém uma série de conselhos úteis – com imagens – sobre os cuidados a ter em piscinas. A segunda publicação é do apresentador Jorge Gabriel, sobre o trabalho realizado pela equipa da RTP durante a pandemia. E a terceira publicação mais popular é da página “Pérolas da Urgência” e brinca com uma comparação entre o distanciamento social que é preciso manter em relação a quem é portador de Covid-19 e em relação a quem acha que a TAP foi um bom negócio. No resto da tabela das 20 publicações mais populares das últimas 24 horas ressalta a diversidade, sem nenhum tema dominante.

Nos grupos de Facebook dedicados à Covid-19 foram publicados, no mesmo período de 24 horas, 133 conteúdos que geraram 1.520 interações. Os temas são também muito diversos, mas com as questões relacionadas com a fiabilidade dos números oficiais e com o aumento do número de casos a revelarem alguma predominância.

 

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Desde 9 de maio, início deste projeto, que os psicanalistas da Sociedade Portuguesa de Psicanálise se envolveram na tarefa de criar pequenos textos, nos quais a vivência subjetiva do momento ganhasse forma em palavras, em pequenos textos de variados ritmos, recorrendo frequentemente à arte expressa por escritores e poetas. Falaram sobre o medo, o tempo suspenso, a morte, a angústia, a esperança, a criatividade, o amor, a solidariedade e o cansaço. Falaram também da violência humana e da injustiça, do sentimento de impotência e de ilusão.
Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
O imenso testemunho de que todo este projeto fala perdurará para além deste momento marcante da nossa história mundial, nacional e pessoal. Para o conjunto dos membros da nossa Sociedade Portuguesa de Psicanálise este tem sido um tempo e um processo de aprendizagem, de coesão, de partilha, de exposição e de transformação, no encontro com o outro, da relação existente e imaginada com o possível leitor.
Este foi um dos projetos em que nos envolvemos por acreditarmos que a Psicanálise pode e deve participar mais activamente na comunidade, nomeadamente, em momentos em que o Ser Humano é obrigado a sofrer e a realizar alterações tão profundas na sua vida.
Falámos de pesadelos e de histórias tranquilizadoras, da criatividade e generosidade humanas e muito, mas muito, do desejo de saber e de participarmos na construção do pensamento e do conhecimento. E não há conhecimento sem verdade, por mais dolorosa que ela seja. Desistir das falsas ilusões é conhecer a realidade e poder criar e lutar por sonhos, ainda que por vezes estes possam parecer utopias.
“Transformar é Viver” significa para nós que Viver é sempre Transformar, mesmo quando não temos consciência de o estarmos a fazer.
Até sempre!

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