Avisos sobre segunda vaga destacam-se no Facebook

Nas últimas 24 horas, as páginas de Facebook em Portugal publicaram 1570 conteúdos sobre a Covid-19, os quais geraram um total de 106 mil interações (‘likes’, comentários e partilhas). As abordagens ao tema Covid-19 são muito diversificadas, mas a publicação mais popular é do Correio da Manhã e alerta para uma segunda vaga que os cientistas preveem que possa estará a chegar à Europa. A segunda publicação mais vista é da ex-deputada Joana Amaral Dias, e compara o risco relativo dos ajuntamentos de jovens com os riscos de utilizar os transportes públicos. A terceira publicação mais visível, por fim, é do site Notícias ao Minuto e dá conta de que só agora os cientistas começam verdadeiramente a perceber a dimensão desta pandemia.

Nos grupos de Facebook portugueses vocacionados para discutir matérias relacionadas com a pandemia, as últimas 24 horas trouxeram 148 publicações e 1887 interações. Mas aqui o tema dominante é claramente o caso do passageiro contaminado que viajou de Londres para o Porto sem que ninguém tenha dado por isso. Três das cinco publicações mais populares (em três grupos diferentes) são sobre essa notícia.

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Desde 9 de maio, início deste projeto, que os psicanalistas da Sociedade Portuguesa de Psicanálise se envolveram na tarefa de criar pequenos textos, nos quais a vivência subjetiva do momento ganhasse forma em palavras, em pequenos textos de variados ritmos, recorrendo frequentemente à arte expressa por escritores e poetas. Falaram sobre o medo, o tempo suspenso, a morte, a angústia, a esperança, a criatividade, o amor, a solidariedade e o cansaço. Falaram também da violência humana e da injustiça, do sentimento de impotência e de ilusão.
Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
O imenso testemunho de que todo este projeto fala perdurará para além deste momento marcante da nossa história mundial, nacional e pessoal. Para o conjunto dos membros da nossa Sociedade Portuguesa de Psicanálise este tem sido um tempo e um processo de aprendizagem, de coesão, de partilha, de exposição e de transformação, no encontro com o outro, da relação existente e imaginada com o possível leitor.
Este foi um dos projetos em que nos envolvemos por acreditarmos que a Psicanálise pode e deve participar mais activamente na comunidade, nomeadamente, em momentos em que o Ser Humano é obrigado a sofrer e a realizar alterações tão profundas na sua vida.
Falámos de pesadelos e de histórias tranquilizadoras, da criatividade e generosidade humanas e muito, mas muito, do desejo de saber e de participarmos na construção do pensamento e do conhecimento. E não há conhecimento sem verdade, por mais dolorosa que ela seja. Desistir das falsas ilusões é conhecer a realidade e poder criar e lutar por sonhos, ainda que por vezes estes possam parecer utopias.
“Transformar é Viver” significa para nós que Viver é sempre Transformar, mesmo quando não temos consciência de o estarmos a fazer.
Até sempre!

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