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Medidas do Governo, medicamentos e entidades oficiais encabeçam as pesquisas relacionadas com a Covid-19

As pesquisas realizadas em Portugal, durante os últimos quatro meses, dão-nos pistas sobre as preocupações, as necessidades de esclarecimento e procura de informação acerca...

Desde 9 de maio, início deste projeto, que os psicanalistas da Sociedade Portuguesa de Psicanálise se envolveram na tarefa de criar pequenos textos, nos quais a vivência subjetiva do momento ganhasse forma em palavras, em pequenos textos de variados ritmos, recorrendo frequentemente à arte expressa por escritores e poetas. Falaram sobre o medo, o tempo suspenso, a morte, a angústia, a esperança, a criatividade, o amor, a solidariedade e o cansaço. Falaram também da violência humana e da injustiça, do sentimento de impotência e de ilusão.
Dia a dia, criaram textos que falavam de si e dos outros, numa procura de sentido e de sentires. Tentaram dar nome à inquietante estranheza que brutalmente nos invadia.
O imenso testemunho de que todo este projeto fala perdurará para além deste momento marcante da nossa história mundial, nacional e pessoal. Para o conjunto dos membros da nossa Sociedade Portuguesa de Psicanálise este tem sido um tempo e um processo de aprendizagem, de coesão, de partilha, de exposição e de transformação, no encontro com o outro, da relação existente e imaginada com o possível leitor.
Este foi um dos projetos em que nos envolvemos por acreditarmos que a Psicanálise pode e deve participar mais activamente na comunidade, nomeadamente, em momentos em que o Ser Humano é obrigado a sofrer e a realizar alterações tão profundas na sua vida.
Falámos de pesadelos e de histórias tranquilizadoras, da criatividade e generosidade humanas e muito, mas muito, do desejo de saber e de participarmos na construção do pensamento e do conhecimento. E não há conhecimento sem verdade, por mais dolorosa que ela seja. Desistir das falsas ilusões é conhecer a realidade e poder criar e lutar por sonhos, ainda que por vezes estes possam parecer utopias.
“Transformar é Viver” significa para nós que Viver é sempre Transformar, mesmo quando não temos consciência de o estarmos a fazer.
Até sempre!

Covid-19 foi ‘explosivo’ nas redes sociais mas perdeu impacto ao longo do tempo

Entre o início de março e o final e julho monitorizámos as redes sociais Facebook e Twitter para tentar perceber como é que a...

A Peste: crença e descrença

Aquilo a que nos últimos dois séculos chamámos de pandemia já foi chamado de peste. Para alguns, estes são tempos de um novo tipo de peste, para outros esta peste não existe. Embora os nomes mudem, os sentimentos mantêm-se. Estes sentimentos têm várias faces: o medo e a descrença. O medo é produto do desconhecido ou do desconhecimento. A descrença é um fenómeno que importa compreender melhor, mas que também está ligado ao medo.
Na Idade Média não possuíamos a informação sobre as doenças que hoje possuímos, nem a maioria da população em geral sabia ler nem escrever. Se tanto mudou, nos últimos séculos, no campo da ciência e da sociedade, porque continuamos a precisar de páginas de projetos, conferências de imprensa, artigos de imprensa e reportagens que nos assegurem que dada informação é certa ou errada? A resposta para uma pergunta tão complexa talvez tenha uma resposta simples.
Uma pandemia muda, de forma radical, as nossas rotinas do quotidiano. Para muitos de nós tal é difícil de aceitar, mas percebemos lentamente que mudar é preciso. Para muitos outros, o impacto da mudança é tão forte que é mais fácil não acreditar. Por outro lado, mesmo para muitos dos que entenderam que a mudança é necessária, a demora em tudo regressar ao normal levou-os a aceitar a descrença como a forma mais fácil de lidar com a mudança.

Todos os dias é preciso desconstruir narrativas falsas ou enganadoras

Na secção “Não se deixe enganar” procurámos focar-nos, todos os dias, em identificar e desconstruir as principais narrativas falsas ou enganadoras a circular online,...

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